Análise de Boca e Palmeiras para a semifinal da Libertadores

Na imagem, Tevez e Felipe Melo no confronto pela fase de grupos. Créditos: Torcedores.com
Hoje Palmeiras e Boca Juniors vão protagonizar mais um duelo na Copa Bridgestone Libertadores. Depois de ficar no mesmo grupo, quis o destino que os gigantes se encontrassem na semifinal. Ambos extremamente campeões, tendo histórias relevantes em seus países, com elencos recheados de estrelas e os mais caros da competição, mas vivem momentos distintos na temporada.

Apesar de chegar à semi, os xeneizes, não passa por uma boa fase no campeonato nacional ocupando a quinta colocação com apenas 15 pontos. Acumulando uma série de resultados negativos com apenas 1 vitória nos últimos 6 jogos, ficou próximo da eliminação precoce na fase de grupos, que inclusive teve a ajuda do rival de hoje para passar de fase. Scheletto encontra problemas para armar sua equipe por conta de lesões, Fabra e Andrada são desfalques certos, Olaza, Pavón e Nadez são dúvidas, porém, a tendência é que entre em campo hoje. Com tudo isso, é impossível ignorar toda história e tradição do Boca Juniors na maior competição do continente, time que mais chegou em finais neste século, esta em crescente e com a confiança em alta após eliminar o Cruzeiro na fase anterior em duas partidas perfeitas. Nesta Copa Libertadores em 10 jogos são, 5 vitórias, 4 empates, 1 derrota , 17 gols pró e 7 gols contra. Marcou gols em 8 jogos e sofreu em 5, esta a 6 jogos sem perder, a última derrota foi para o próprio Palmeiras na fase de grupos. Apostando na mescla de jogadores experientes e jovens talentosos, um time que troca muito passe e retém a bola no último terço de ataque. Sobe as linhas para fazer a marcação pressão a dificultar o adversário. A criação da equipe fica por conta de Pablo Pérez, Pavón, Nadez e Mauro Zárate, no comando de ataque o faro de gol de Ramon Ábila e o ídolo Tevez, que mesmo no banco, quando entra consegue contribuir e muito de forma positiva. O jovem equatoriano Sebastian Villa caindo pelos lados do campo e o centroavante Dario Benedeto também compõem o forte sistema ofensivo. Zarate, Pavon, Ábila e Tevez são os artilheiros do Boca na Libertadores com 3 gols cada. Se o sistema ofensivo é recheado de bons jogadores, a defesa tem sido uma dor de cabeça para o treinador. A dupla de zaga Izquierdoz e Magallan não transmite confiança, acompanhados de Jara e Olaza. Sofreu 7 gols nos últimos 6 jogos, a lentidão dos zagueiros pode ser a chave para o alviverde buscar a vitória fora de casa.

A equipe de Luiz Felipe Scolari, viva fase contrária do seu adversário de hoje a noite, tanto no Brasileirão quanto na Libertadores. Com apenas 2 empates em 9 jogos, vem de 5 vitórias consecutivas. Ainda comandado pelo seu antigo treinador, Roger Machado, detentor da melhor campanha da fase de grupos 6 vitórias em 6 jogos, 14 gols pró e 3 gols contra, tem apenas 1 derrota na competição. Quando Felipão assumiu, manteve a mesma boa fase e ainda conseguiu alcançar o equilíbrio do elenco na competição nacional, a crescente foi significativa e a ascensão de alguns jogadores contestados foi visível. Solidez defensiva e eficácia no ataque viraram marcas registradas de um time que não precisa criar tantas oportunidade para fazer o gol, em média cria 7 chances para marcar 1 tento, desarma muito mais antes de sair na frente do placar, média de 2,36 roubadas de bola. Nos últimos 10 jogos, 7 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota. 16 gols pró e 5 contra. A boa fase do Palmeiras se deve a chegada de Scolari, é fato, mas jogadores como Dudu, Moisés, Bruno Henrique são expoentes e simbolizam o bom momento. O atacante é responsável por 40% dos gols feitos, fora os companheiros William e Borja, esse artilheiro no torneio sul americano com 9 gols e artilheiro do ano com 19 gols. Um time reativo, com forte marcação dos meio campistas e transição veloz da defesa para o ataque, o campeão da taça em 99 leva uma ligeira vantagem e esse favoritismo é porque decide vaga para final em casa.

Sem sombra de dúvidas que esta será uma das semifinais mais pesadas da história da Copa Libertadores da América. O Boca já enfrentou 41 vezes times brasileiros com 18 vitórias, 11 derrotas e 12 empates. No Brasil, os xeneizes, disputaram 20 partidas dos 41 confrontos. Foram 7 vitórias, 7 derrotas e 6 empates. Já no retrospecto em duelos contra o Palmeiras são 8 partidas, 6 pela Libertadores e 2 pela Mercosul,antiga Copa Sulamericana, com 1 vitória, 1 derrota e 5 empates. Em terras brasileiras, o time de Bueno Aires enfrentou o alviverde em 4 das 8 vezes, mas nunca venceu. São duas derrotas e dois empates. Hoje a noite vai se tornar a equipe brasileira que mais o enfrentou. No retrospecto geral em confrontos direto, o resultado que mais se repetiu até hoje é o empate, foram 12 em 23 jogos. O verdão venceu 8 e perdeu 3, marcando 37 gols e sofrendo 26. Na fase de grupo, fez história ao vencer pela primeira vez os donos da casa na Bombonera. No confronto direto contra equipes argentinas são 89 jogos, 42 vitórias, 25 empates e 22 derrotas.

Moisés contra Nandez, Pablo Perez contra Bruno Henrique, Dudu contra Pavón, Borja contra Ábila, Villa contra William, façam suas apostas para este clássico. A primeira batalha será hoje, 21h45min, no estádio La Bombonera, na Argentina. 

















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