Com uma árdua missão, o Palmeiras recebe o Boca Juniors na Allianz Arena

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Por: Gabriel Lima
FutebolNews

Com uma missão para lá de indigesta, o Palmeiras recebe o Boca Juniors no Allianz Parque pelo jogo de volta da semifinal da Libertadores da América. A bola começa a rolar às 21h45 e será apitada pelo colombiano Wilmar Roldan. Como perdeu o primeiro jogo por 2x0, os brasileiros terão que suar a camisa para devolver a derrota sofrida na Argentina e mandar a disputa para os pênaltis ou vencer por mais de dois gols de diferença para avançarem à final.

Com o time precisando vencer a qualquer custo para manter o sonho do título, a torcida sabe que será um diferencial em campo. Por isso, foram anunciados que 38 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente. A expectativa é que todos os 55 mil lugares do estádio estejam ocupados.

O técnico Luiz Felipe Scolari deve mexer na equipe e aproveitar o bom momento que Deyverson e Lucas Lima vivem no Brasileirão. Os dois jogadores entraram nos minutos finais do jogo na La Bombonera. O camisa 20 é um dos principais goleadores do Verdão na competição, com cinco gols. Willian e Moisés, que tiveram problemas físicos na partida do final de semana contra o Flamengo participaram dos treinos e estão à disposição. O Alviverde não tem nenhum jogador suspenso ou no departamento médico.

Com isso, o Palmeiras deve ir a campo da seguinte maneira: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima; Willian, Dudu e Deyverson.

Assim como aconteceu com o técnico Marcelo Gallardo na partida de ontem, entre Grêmio e River Plate, Guillermo Barros Schelotto também foi suspenso. No caso do técnico Xeneize, o motivo foi ter atrasado o retorno de seus jogadores para o segundo tempo. Além de não poder ficar no banco e no vestiário com sua equipe, o comandante foi multado em US$ 1,5 mil (cerca de R$ 5,5 mil). Já o clube, não receberá US$ 23 mil (cerca de R$ 85 mil) de patrocínios e direitos de televisão, que são repassados pela Conmebol. Seu irmão e auxiliar, Gustavo Schelotto, será o responsável por comandar a equipe à beira do gramado e não poderá manter comunicação  com Guillermo durante o jogo.

Dentro de campo, o time deve ter mudanças. Segundo os treinos realizados, o colombiano Sebastián Villa deve ser a opção para o lado esquerdo do ataque, no lugar de Mauro Zárate. Essa deve ser a única mudança do comandante argentino. Benedetto, autor dos dois gols na partida de ida, deve continuar no banco de reservas.

Dessa maneira, o Boca Juniors deve começar o jogo com: Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Abila e Villa.

Campanha

Nessa Libertadores, jogando diante do seu torcedor, o Palmeiras conquistou 66,7% dos pontos. Em cinco jogos, foram 3 vitórias, uma derrota e um empate, justamente com o adversário de hoje. Em abril, a partida, válida pela terceira rodada da fase de grupos, terminou 1x1, com Keno, que hoje atua pelo Pyramids F.C., do Egito, e Tévez marcando para suas equipes.

O Boca Juniors chega para esta decisão invicto jogando fora de casa. Com cinco partidas disputadas, foram quatro empates, além de uma vitória, contra o Libertad-PAR, por 4x2. Para chegar até aqui, os argentinos eliminaram outra equipe brasileira e fizeram o mesmo placar jogando em casa. Nas oitavas de final, o Cruzeiro caiu para os Xeneizes. Após derrota de 2x0 em Buenos Aires, a raposa não conseguiu devolver o resultado e o jogo acabou empatado em 1x1.

Histórico

O confronto na história da Libertadores está equilibrado entre as duas equipes. Com a vitória no jogo de ida das semifinais da competição continental, na semana passada, os argentinos empataram a disputa. Ao todo, as duas equipes se enfrentaram nove vezes e cada uma tem duas vitórias, além de cinco empates. O Palmeiras marcou 16 vezes, enquanto o Boca anotou 12 gols. Jogando no Brasil, o Verdão ostenta uma goleada por 6x1 pela Libertadores de 1994.

Em mata-matas entre as duas equipes, a vantagem é do time argentino. Na primeira vez que se enfrentaram em uma fase eliminatória, em 2000, o Boca Juniors levou a melhor e foi campeão da América. Após dois empates, a equipe então comandada por Carlos Bianchi, levou a melhor nas disputas de pênaltis e venceu por 4x2.

No ano seguinte, as duas equipes se encontraram novamente em uma fase avançada, dessa vez, nas semifinais. Os argentinos, que mais tarde levantariam o bicampeonato, saíram vitoriosos novamente na disputa de penais. Após a igualdade no placar o título veio após a vitória de 3x2.

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