2 anos da tragédia: Como estão os sobreviventes do acidente da Chapecoense hoje em dia

Foto: Divulgação
Por: Camila Bairros
FutebolNews

No dia 29 de novembro de 2016, há exatamente dois anos, o Brasil se voltava para os noticiários à espera de um anúncio positivo. O avião que levava a equipe da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, para disputar a final da Sul-Americana contra o Atlético Nacional, caiu a poucos quilômetros do destino final durante a madrugada (do Brasil), e apenas seis das 77 vítimas sobreviveram.

Dentre esses sobreviventes estavam três jogadores da equipe catarinense, o zagueiro Neto, o goleiro Jackson Follmann e o lateral-esquerdo Alan Ruschel. Os outros três foram o jornalista brasileiro Rafael Henzel e os bolivianos da equipe do voo, o técnico da aeronave, Erwin Tumiri e a comissária de bordo, Ximena Suárez.


Follmann

O goleiro foi um dos primeiros a serem resgatados, mas sofreu com uma amputação traumática no acidente, de cerca de 15cm abaixo do joelho, e acabou tendo que ser internado em estado crítico. Depois disso, ainda perdeu mais alguns centímetros de perna para conter uma infecção, e sofreu também com uma lesão na região cervical. Sua volta ao Brasil aconteceu no dia 12 de dezembro.

Hoje, possui uma clínica para amputados em Chapecó, formou-se no curso de gestão da CBF e assumiu o cargo de embaixador e relações públicas do clube catarinense, além de ter se casado.

Neto

O zagueiro foi a ser resgatado, já por volta de 9h40 da manhã, e foi levado para o Hospital San Juan de Dios, em La Ceja. O jogador estava em estado crítico, lutou contra um trauma cranioencefálico, lesões no tórax e uma forte pneumonia. Foram 17 dias internado, sendo 14 sem saber do acidente, até a transferência para o Brasil, no dia 15 de dezembro.

Neto conseguiu voltar aos gramados pouco mais de um ano após o acidente, em dezembro de 2017, entrando em campo na partida beneficente dos Amigos da Abravic, que teve como objetivo arrecadar fundos para as famílias das vítimas da tragédia, mas acabou retornando ao departamento médico. O jogador passou por uma artroscopia no joelho direito em outubro deste ano, e espera voltar a jogar na próxima temporada.

Alan Ruschel 

O lateral, encontrado ainda consciente, sofreu fratura em uma das vértebras e teve que passar por uma cirurgia para estabilizar um ferimento no abdômen, e foi liberado para voltar ao Brasil no dia 13 de dezembro.
Sua volta aos gramados aconteceu em amistoso realizado contra o Barcelona em agosto de 2017, que teve parte da renda doada para as famílias das vítimas do acidente. Foram 36 minutos em campo e uma camisa trocada com Messi.

Em setembro de 2017 ocorreu um novo amistoso, desta vez contra a Roma, e o placar de 4x1 sofrido pelo time catarinense foi ofuscado, já que Ruschel marcava seu primeiro gol desde sua volta. O jogador também ajudou sua equipe a conquistar o título do estadual do ano passado, e o vice deste ano.

Ruschel renovou contrato com a Chapecoense até 2022 e espera a chegada do seu primeiro filho com a esposa Marina.


Rafael Henzel 

Único jornalista a sobreviver após a queda do avião, Henzel sofreu fraturas em sete costelas e no pé direito. Passou 15 dias em tratamento na Colômbia, e retornou para Chapecó junto com Ruschel.

Em amistoso contra o Palmeiras realizado em janeiro de 2017, voltou às transmissões esportivas da Rádio Oeste Capital FM, de Chapecó. Em maio do mesmo ano, lançou o livro “Viva Como Se Estivesse de Partida”, com relatos sobre a tragédia.


Erwin Tumiri

O técnico de voo foi o primeiro a deixar o hospital, já no dia 2 de dezembro, apenas três dias após a tragédia. Ele estava consciente após a queda, pegou a lanterna e começou a iluminar os arredores e a gritar por socorro, foi quando achou sua companheira de trabalho e junto com ela se distanciou do local, com medo do avião explodir.

Hoje, Tumiri é piloto particular na Bolívia e estuda para ser piloto comercial.


Ximena Suárez

A comissária foi a única mulher a sobreviver ao acidente e a última pessoa a receber alta, tendo sido liberada apenas no dia 18 de dezembro, após passar por cirurgias.

Ximena ainda tem pesadelos com a queda do avião, e não voltou a voar desde então. Hoje trabalha em um aeroporto e lançou um livro autobiográfico chamado “Voltar aos Céus”.

Homenagens

Nas redes sociais a comoção neste dia é grande. A hashtag "#ParaSempreChape" é o 5º assunto mais comentado do Brasil no Twitter. Homenagens de sobreviventes, perfis de times e diversas outras pessoas tomam conta da internet.

Reprodução: Instagram
Perfil oficial da Chapecoense começou as homenagens no início desta semana.

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Lateral sobrevivente, Ruschel também postou no Instagram uma homenagem.

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Henzel, único jornalista sobrevivente, postou vídeo onde agradece à Deus, aos socorristas, médicos e por quem os apoiou.

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Follmann posta foto no local onde foi resgatado em 2016.



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