Amistosos contra pequenos só apequena o Brasil

Brasil fez vergonha ao empatar em 1 a 1 com o Panamá. (Foto: Divulgação)
Por: Samuel Oliveira
FutebolNews

Tosco. Qual o verdadeiro motivo do Brasil marcar amistosos como seleções sem expressão nenhuma no cenário mundial? Seria o dinheiro, fruto da ganância dos mais poderosos? Seria a ilusão de que, uma goleada seria o bastante para dizer que a seleção está "pronta" para qual competição que for? Seja o real motivo, devemos concluir que o Brasil só se apequena em marcar amigáveis contra equipes inexpressivas.

Guiando na fala do técnico da seleção, Tite, a "Copa América não é obrigação." Ora, para uma seleção pentacampeã mundial, qualquer torneio é obrigação, seja Copa do Mundo, seja a Copa América, seja Copa das Confederações, Superclássicos das Américas ou até o torneio do bairro. Apenas antes da Copa de 2002 - ano do pentacampeonato - o Brasil teve sucesso em infelicidades futebolísticas, ao enfrentar a seleção da Catalunha, no Camp Nou, e a seleção da Malásia, na capital Kuala Lumpur, nove dias antes de pegar a Turquia na estréia do Mundial.

Beira ao ridículo, combinado com puro humor, o amistoso do Brasil contra o time de Lucerna, da Suiça, em preparação para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. O fim, todos nós já sabemos, naquelas quartas de final contra a França.

Não irei me alongar para os amistosos de 2014 e 2018, pois os erros permanecem até os dias atuais, a exemplo do empate em 1 a 1 com o Panamá, no último dia 23 de março. É necessário que o Brasil jogue de igual para igual contra potências do futebol mundial, seja seleção ou clube, como aconteceu contra o Lucerna, há 13 anos.

A CBF vê dinheiro nisso? Se sim, o futebol virou segundo plano e a ganância o principal desejo de título da federação.

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