A luta do futebol feminino pelo respeito e igualdade

                                                                                    Foto: Divulgação

Por: Breno Araujo
FutebolNews


Em todos os cantos do mundo as mulheres lutam pela igualdade de gênero. No futebol não é diferente, é uma luta diária para o reconhecimento em um meio tão complicado, machista e preconceituoso que afirma que lugar de mulher é dentro de casa.

Um bom exemplo dessa luta aconteceu recentemente com um dos maiores ícones do futebol feminino. A jogadora Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo, decidiu na Copa do Mundo na França recusar propostas de inúmeras empresas de material esportivo e fornecedoras de chuteiras, pois não queriam pagar o equivalente ao que um jogador top de linha, do sexo masculino, ganha com o mesmo tipo de patrocínio.

A rainha então escolheu jogar com uma chuteira toda preta com duas faixas, azul e rosa, para justamente pedir a igualdade e reconhecimento dessas guerreiras.

Ao comparar os dois principais nomes do futebol brasileiro masculino e feminino, temos os seguintes números:

  Marta                                                                                         
Salário anual: R$ 1,9 milhões
Gols na seleção: 103
Bônus por gol: R$ 18 mil


  Neymar

Salário anual: R$ 137 milhões
Gols na seleção: 55
Bônus por gol: R$ 2,7 milhões


          
Com essa simples comparação pode-se ver a disparidade entre os gêneros. Há de se lembrar também que Marta nesta edição da Copa do Mundo na França alcançou a incrível marca de ser a futebolista com mais gols na história do torneio, ultrapassando o alemão Miroslav Klose com o total de 17 gols. Ninguém melhor do que ela para liderar essa luta do futebol feminino.

Comparando com o passado, as mulheres já estão ganhando um bom espaço no futebol. Na América Latina, por exemplo, times que participam da Libertadores são obrigados a ter um elenco feminino, em caso contrário não podem disputar a competição. Isso faz com que times grandes abram as portas para as meninas trabalharem e mostrarem todo seu talento, além de contribuir ainda mais para suas respectivas seleções.

É mais do que necessário que essa luta nunca acabe e não só por parte das mulheres, mas também pelos jogadores e torcedores homens, que apoiem e assistam ainda mais essas batalhadoras para que um dia ,quem saiba, esse sonho de igualdade se torne realidade e elas sejam devidamente valorizadas. 













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