O 2019 para o Flamengo

Por Joubert Júnior, Rio de Janeiro
FutebolNews
Foto: Gazeta

Um novo ano e uma nova gestão. Com o término do mandato de Eduardo Bandeira de Mello, Rodolfo Landim e Marcos Braz assumiram a presidência e vice-presidência, respectivamente, do Flamengo. Dupla que ganhou a eleição com consideráveis 61% dos votos.

Com o contrato encerrado, Dorival Júnior se despediu do Flamengo no ano passado, deixando o clube carioca sem um técnico definido para a próxima temporada. Renato Gaúcho era um sonho para a atual direção e torcedores, mas seu prestígio foi desgastado durante o decorrer do ano. Com a negativa da principal opção, Abel Braga foi anunciado ainda em 2018.


Por ter uma história digna no principal rival, o Fluminense, Abel não teve a maioria da Nação ao seu favor. Pelo contrário, sempre teve seu trabalho contestado, principalmente, em suas permanentes escolhas de poupar o time inteiro nas vésperas de um jogo decisivo ou criar uma disputa interna entre De Arrascaeta e Diego Ribas.

À frente do Flamengo, Abelão conquistou os humildes títulos da Flórida Cup e do Campeonato Carioca. Comandou a equipe, também, durante toda a fase de grupos da Libertadores, com a marcante e dolorosa derrota para o Peñarol, em pleno Maracanã. Uma relação que não era nada amigável, foi caminhando para um comemorado término.

Com resultados decepcionantes na Libertadores e no Brasileirão, o técnico viu seu cargo ser posto em cheque. E após descobrir que a direção já tinha conversas encaminhadas com outro profissional da área, pediu o boné e deixou o Flamengo no dia 29 de maio. Sobrando para o auxiliar Marcelo Salles, que de forma interina, levou o time até a pausa para a Copa América.

Ocasião que levou a atual gestão pensar, novamente, em um novo comandante. Renato Portaluppi foi consultado outra vez, mas sem resposta positiva. O nome ideal seria de um estrangeiro, sem reconhecimento no cenário brasileiro. O português Jorge Jesus foi anunciado, que mais tarde seria a grande contratação da temporada.


O Mister teve sua estreia na Copa do Brasil, contra o Athletico-PR. Mesmo com a eliminação nos pênaltis, a equipe não teve seu ego abalado e iniciou uma campanha histórica no Campeonato Brasileiro. Jesus pegou o Flamengo com uma desvantagem de 8 pontos para o líder Palmeiras e atualmente é o campeão com 13 pontos de vantagem. Mágico.

Toda essa glória não poderia ser diferente na Copa Libertadores. O portuga iniciou sua história na competição já nas fases mata-matas, contra o Emelec. Na partida de ida, inventou totalmente na escalação da equipe, que custou caro. O rubro-negro saiu perdendo de 2x0, mas a virada veio, na bola, como o Flamengo fez durante todo o ano, até mesmo na grande Final da Libertadores.

O atual plantel já entrou para a história do clube. Afinal, uma equipe que conquista dois títulos de enorme expressão, em menos de 24 horas, não pode passar em branco jamais. Foi predestinado, pelo menos é o que parece, as repentinas coincidências chamaram atenção. 

Liverpool conquistando a Champions, as datas das semis e da final semelhantes ao ano de 1981, no qual o Flamengo foi campeão da América e do Mundo. Às vezes, o destino apronta uma dessas. Várias questões são levantadas, a permanência de Gabigol e Jesus, novas contratações, a formatação de uma hegemonia no futebol brasileiro. Mas o fato que fica é: o Clube de Regatas do Flamengo, no ano de 2019, entrou para história.

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